Quando às práticas de bullying se associa o uso das novas tecnologias, para magoar, difamar, humilhar e injuriar a imagem de outra pessoa, dá-se o nome de cyberbullying.
Esta prática tem vindo a ganhar algum relevo, sobretudo entre adolescentes e jovens que recorrem a redes sociais e aos blogues, para criarem falsos perfis em nome das suas vítimas, revelando dados pessoais, publicando montagens fotográficas associadas a conteúdos impróprios, nomeadamente de cariz pornográfico, ou que de algum modo possam lesar a pessoa que pretendem caluniar. Também é comum a associação à vítima de frases chocantes e de citações falsas, com o intuito de a envergonhar.
As consequências do cyberbullying podem ser irreversíveis, na medida em que a pessoa passa a estar exposta perante o mundo inteiro e aquelas imagens, citações e informações pessoas estarão acessíveis a qualquer pessoa. Trata-se, portanto, de uma humilhação à escala mundial.
Há também um outro fenómeno muito interessante que surge com o cyberbullying e que tem a ver com o perfil dos buliers que a ele recorrem. Ora, como se sabe, o bullying enquanto prática presencial, favorece o mais forte, o que presencialmente intimida mais. No cyberbullying esta situação é invertida, sendo que muitas vezes, aqueles que foram as vítimas presenciais, recorrem às novas tecnologias para se vingarem dos seus agressores, debaixo do anonimato. Passam de agredidos a agressores. De vítimas a buliers.
No entanto, nem sempre é assim. Muitas vezes, o cyberbullying não é mais do que um reforço das agressões que já vêm sendo prática habitual sobre a vida de alguém. Como se fosse a “cereja do bolo”.
As consequências são nefastas, não só pela questão da intemporalidade, mas pelos danos emocionais e psicológicos que podem causar numa pessoa, e mesmo numa família inteira, que pode ser destruída pela inconsequência de um acto deste género.
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3 Comments
Um perigo que pode tocar a qualquer um de nós!
que treta
Nem é bom pensar!