Por acaso já ouviu o seu filho queixar-se de dores barriga, sendo que após observação profissional e exames médicos chegou à conclusão que não se tratava de nenhum problema físico?
Que passos tomou em seguida? Valorizou a situação procurando identificar a origem real das queixas, ou acusou-o de andar a “fazer fitas” para não ter de ir à escola?
Tal como os adultos, as crianças e adolescentes também cedem à pressão e quando não conseguem verbalizar a sua angústia, começam a apresentar sintomas orgânicos, como as cólicas nervosas, insónias e pesadelos, falta de apetite, apatia, vómitos e dores de cabeça.
Hoje em dia, os mais novos passam a maior parte do dia entre a escola e o ATL. Sobram-lhes cerca de 3 a 4h entre o momento em que chegam a casa e a hora de deitar para relaxarem um bocadinho. Essas horas incluem o banho e o jantar, mas também incluem os trabalhos de casa! Quase não sobra tempo nenhum para brincar!
Se ainda por cima houver mau ambiente familiar e a criança for sujeita a ouvir gritos e discussões, então a probabilidade de desenvolver uma crise de ansiedade sobe em flecha. E se acrescido a tudo isto ainda se verificar alguma situação de bullying na escola, as condições para o desenvolvimento de uma depressão infantil estão reunidas.
As crianças precisam muito de brincar. De se sentirem amadas. De encontrar no lar o seu porto de abrigo. Raramente as “dores de barriga” constantes são uma fita. Antes, são um sinal de alerta para algo mais profundo que não deve ser negligenciado, de modo nenhum!


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